Quem passou por 2019 com Bitcoin em seu portfólio teve motivos para comemorar, a moeda fechou o ano com valorização maior que 95% em reais. Mas o que podemos esperar em 2020?

Antes de discutirmos as tendências e projeções para o Bitcoin, precisamos entender o que é o halving, evento que ocorrerá este ano. Lembra que existem mineradores na Rede Bitcoin? Sempre que eles acertam os cálculos de mineração, eles são recompensados com bitcoins, e o halving, nada mais é, que um evento programado para ocorrer de 4 em 4 anos¹ que reduz pela metade os valores pagos a esses mineradores. Simples assim.

Agora que já sabemos do que se trata o halving e sabemos que ele ocorrerá esse ano, podemos conversar sobre as tendências para 2020.

A proximidade do halving, por si só, já vem afetando o preço da moeda desde o ano passado, contribuindo para a alta de seus preços e a tendência é que eles continuem a crescer, porém com certa volatilidade. Mas por quê? Pensa comigo, se os mineradores terão menos moedas para vender, e a demanda por elas se mantiver estável ou crescer, a tendência é que o Bitcoin se valorize. Lei da oferta e da procura, lembra dela ?

Outro motivo que pode ajudar na valorização do Bitcoin ainda este ano, se dá pela criação de inúmeras novas tecnologias para uso da moeda, como novos modelos de exchanges, startups de pagamentos e ainda a entrada de grandes players do mercado financeiro no mercado de criptomoedas, como a XP Investimentos, BTG, Ágora ou Órama no Brasil, por exemplo.

Em entrevista para a Bloomberg, no dia 03 de janeiro de 2020, o CEO da Nexo, Antoni Trenchev disse acreditar que o Bitcoin alcance a marca de 50 mil dólares durante 2020.

Ainda existe a possibilidade do amadurecimento do mercado financeiro em relação aos criptoativos, devido à possibilidade de desenvolvimento de novas operações de bolsas de negociação de contratos futuros em Bitcoin, como a Chicago Mercantile Exchange, a Bakkt e até a possível criação de uma ETF² em Bitcoin.

Podemos esperar também, por avanços no ambiente regulatório para criptomoedas, principalmente nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, a ideia de fornecer uma maior clareza em sua regulação pode facilitar o acesso a esses ativos por pessoas físicas e gestoras de carteiras buscando risco, mas com certo respaldo regulatório.

A partir de todos os tópicos aqui discutidos vemos que o mercado está bastante otimista para 2020, o que não é por si só uma garantia de sucesso, porém corrobora para as projeções do último ano que acreditavam numa valorização bastante alta do bitcoin. Além de uma valorização financeira da moeda, acredito que mais pessoas estarão aptas a conhecer e utilizar a moeda no dia a dia.

Legendas:
¹ O halving ocorre a cada 210 mil blocos minerados, o que em média demora 4 anos.
² Exhange Traded fund é um fundo de ações que tem lastro em algum índice da bolsa de valores.

Bruno Roland,

CSO @ Alterbank, fintech carioca, parceira da VISA no Brasil, que oferece conta digital sem mensalidade, permitindo utilizar tanto reais quanto criptomoedas em seu dia-a-dia.

Para mais textos sobre o mercado: https://medium.com/@rolandbruno

Em qualquer pesquisa que você fizer, você lerá a mesma definição:
Bitcoin é uma moeda digital, descentralizada, criptografada e que não requer intermediação de terceiros. Mas você realmente entende como funciona a moeda?

Nesse post vou te ajudar a entender de verdade do que se trata essa moeda digital.

Antes de tudo, de onde veio o Bitcoin?

O Bitcoin nasceu em 2008, e foi criado por uma pessoa intitulada de Satoshi Nakamoto, porém não existe uma confirmação de que essa pessoa realmente existe ou existiu. Há uma teoria de que o Bitcoin fora criado por um grupo de pessoas com ideais libertários, que buscavam elaborar um sistema de pagamentos que não necessitasse de regulação governamental.

Como ocorreu a primeira transação?

A primeira operação de compra e venda concluída utilizando o Bitcoin aconteceu em maio de 2010, Laszlo Hanyecz enviou 10.000 Bitcoins a um amigo no Reino Unido, em troca de 2 pizzas. Na verdade o amigo comprou as pizzas com seu cartão de crédito e recebeu os Bitcoins em troca.

E finalmente, o que a moeda faz?

O Bitcoin é uma moeda, como outra qualquer, real, dólar ou euro, porém 100% digital. Outras características comumente ligadas ao Bitcoin são: moeda descentralizada, criptografada e que elimina a necessidade de intermediadores. Vamos discutir cada uma dessas características.

Moeda Descentralizada?

A descentralização se dá pela divisão de um poder que antes era absoluto, ou seja, a rede de computadores espalhada pelo mundo que é responsável pela confirmação e verificação de todas as transações que acontecem com Bitcoin.

Criptografada?

Criptografia é um estudo de princípios técnicos que visam uma comunicação segura entre terceiros. Geralmente, está ligada a protocolos de segurança da informação, confidencialidade, autenticação, entre outros. O Bitcoin, por ser criptografado, garante uma maior segurança nas transações entre seus usuários.

Intermediadores?

As transações de Bitcoin só precisam do minerador, ou seja, transações com a moeda digital eliminam a necessidade de uma transação financeira passar por um banco, que cobra taxas e que tem processos extremamente lentos.

Não há governo, banco central ou empresa que emita Bitcoins, ou seja, não é possível gerar novas moedas.

Normalmente, as taxas cobradas pelas empresas para efetuar uma transação financeira com Bitcoin são bem mais baratas do que o processo financeiro comum, onde paga-se taxas escondidas para todo e qualquer pagamento.

O que é bem legal de citar também, é que o Bitcoin tem um número de moedas limitados, só existirão 21 milhões de Bitcoins e aproximadamente 80% dessas moedas já foram mineradas.

E como funciona uma transação com Bitcoin?

As transações de Bitcoin tem suas entradas e saídas registradas em blocos, que surgem a cada 10 minutos. Esses novos blocos são ligados ao bloco anterior formando uma cadeia de blocos, tá aí o famoso Blockchain.

O primeiro bloco de 50 moedas de Bitcoin, conhecido como Genesis Block, foi minerado em janeiro de 2009 pelo próprio Nakamoto. Após esse primeiro passo, outros hackers, programadores e entusiastas da nova tecnologia passaram a garimpar e utilizar suas moedas.

Então, se eu quiser transferir 1 Bitcoin para um amigo, o bloco registraria “Bruno enviou 1 Bitcoin para Mario no dia 10/12/2019 às 10:00h”, é exatamente assim que ocorre o registro de uma transação de Bitcoin.

Benefícios para o usuário

O Bitcoin foi criado para realizar compras e fazer transações de forma segura e rápida. O mais interessante do Bitcoin é que ele se tornou um investimento de alto risco, sendo considerado por muitos especialistas também uma reserva de valor, como o ouro e outros metais preciosos.

O sistema é TOTALMENTE transparente e é possível que qualquer pessoa consulte a sua integridade. E, ainda, as transações são imutáveis, as transações e os dados na rede não podem ser alterados.

Espero ter te ajudado a entender um pouco melhor do que se trata a moeda digital mais usada no mundo. Diversas pessoas tem um pré-conceito sobre o Bitcoin e acabam deixando de utilizar uma tecnologia incrível por receio. O intuito deste blog é justamente tentar facilitar o entendimento sobre essa nova economia e discutir com vocês quais os melhores caminhos para seu uso.

Para mais textos sobre o mercado: https://medium.com/@rolandbruno

O avançar da tecnologia impacta diretamente a forma como lidamos com o dinheiro, desde a criação das primeiras agências bancárias e das cédulas de papel, os meios de pagamento vem evoluindo e sendo desenvolvidos com o passar do tempo. Atualmente não é mais necessário ir a uma agência bancária, por exemplo, para efetuar uma transação financeira, já que diversos bancos oferecem contas digitais, bem como não há mais a necessidade de andar com dinheiro em espécie. Tudo isso devido a facilidade e popularização no uso de cartões de débito e crédito, o que demonstra um caminhar rumo à digitalização já iniciado.

O Bitcoin se trata de uma moeda criptografada, descentralizada e sem regulação direta dos governos. Ele teve sua origem entre 2008 e 2009. Seu conceito é de moeda virtual, com operações protegidas pela criptografia e com transações ocorrendo sem a necessidade de um intermediador, ou seja, de usuário para usuário, eliminando assim a necessidade de instituições de controle e fiscalização, além de reduzir taxas cobradas para conclusão dessas transações.

O Bitcoin — primeira moeda digital — nasceu da tentativa de criar o dinheiro na era digital, de forma a operar independente da ação dos Estados, sendo emitido e controlado pelos próprios participantes do ecossistema. Na época de sua criação o Bitcoin chamou atenção de diversos ativistas políticos e hackers enviesados por um pensamento libertário, atualmente as moedas digitais estão mais abertas ao público em geral, o que acarreta uma maior amplitude em seu uso. Apesar do aumento significativo na base de usuários, ainda gera desconfianças comuns para os adeptos que não possuem conhecimento técnico da tecnologia Blockchain, principalmente em relação a sua viabilidade e segurança.

Acompanhando o movimento do mercado brasileiro, as criptomoedas, encabeçadas pelo Bitcoin acabaram sendo utilizados em diversos esquemas de pirâmides financeiras e indo parar nas manchetes policiais.

O esquema de pirâmide financeira é um modelo notadamente insustentável. Analisando sua estrutura, observa-se que não há benefício final ou retorno circular para o conjunto de investidores, mas somente aos idealizadores ou fundadores do projeto comercial. Isto porque seu sustento depende de uma associação progressiva e constante de clientes.

Tais pirâmides financeiras que utilizam moedas digitais geralmente possuem um modus operandi conhecido: ofertam altos retornos em espaços muito curtos de tempo, sob uma suposta aplicação em criptomoedas ou no mercado de Forex. Além desses ganhos monetários, as empresas costumam estimular comissões para indicarem novos participantes, em modelo conhecido de marketing multinível, um método para retroalimentar a própria pirâmide.

Em sua realidade, não existe investimento algum, seu processo se dá pela simples realocação dos recursos que entram e saem da empresa, ou seja, os que aportam recursos acreditam que estão ganhando dinheiro a partir de um saldo em um banco de dados que se trata de uma mera ilusão digital.

Um fato relevante é que o Bitcoin e as criptomoedas não prometem rentabilidade alguma a seu detentor. É preciso levar em consideração que, ao comprá-lo, o usuário deve aprender a armazená-lo com segurança e utilizá-lo de maneira correta. A comum busca por lucros insanos de curto prazo existe em todos os mercados, mas precisamos entender que pirâmides financeiras prometem tais ganhos para uma minoria que entra no início do esquema, gerando uma enorme massa de lesados no momento que ela quebra, e saem impunes devido à lentidão da justiça no Brasil.

Mesmo com o assédio das pirâmides no mercado de criptomoedas, o Bitcoin — e outros criptoativos — pode ser um investimento sério. Um investidor pode utilizar moedas digitais como mais um recurso para a pluralidade de seu portfólio. Devido a sua alta volatilidade, o Bitcoin reúne cerca de um milhão e meio de usuários no Brasil — em sua maioria traders — bastante atuantes nas exchanges de criptoativos. O Bitcoin também é utilizado como reserva de valor por alguns, seguindo fundamentos bastante parecidos com o ouro e outros metais preciosos.

Além do uso como método de investimento financeiro, o Bitcoin também é timidamente utilizado para pagamentos — substituindo o real, moeda oficial brasileira — ou acoplando-se a um processo de pagamento do mercado. Hoje em dia, existem alguns gateways de pagamentos, onde o usuário é capaz de efetuar transferências, concluir pagamento de boletos e fazer recargas de celular.

Em pouco tempo o Bitcoin ganhou notoriedade considerável no mercado brasileiro e mundial, tendo demonstrado imenso potencial para se tornar um sistema financeiro em paralelo à economia convencional. O interesse pela moeda se dá principalmente pela busca por novas oportunidades de negócios e um mercado livre de regulação, ou seja, o mercado de criptomoedas oferece taxas bem menores que os tradicionais, o que sugere uma forma de aquecer esse mercado como meio de investimento ou para seu uso como moeda cotidiana.

Desde sua criação, o Bitcoin progride constantemente em relação à visibilidade. Noticiários e anúncios patrocinados mostram a força que a moeda possui no mercado, assim como seu potencial de popularização. O sucesso do Bitcoin no mundo trouxe consigo a criação de diversas novas criptomoedas, que se apresentam ao mercado como possíveis substitutos do Bitcoin. A utilização de criptomoedas é uma alternativa vigorosa frente ao mercado tradicional, e mesmo que o próprio Bitcoin não seja capaz de concretizar uma possível substituição, já se vão 10 anos da existência de um sistema de pagamentos alternativo e eficiente, funcionando sem nenhuma entidade centralizadora.

O Bitcoin é muito maior do que as pirâmides que tentam se agarrar no seu nome e é fundamental que as pessoas saibam encontrar essas diferenças.

Legenda:
1. Hackers: Pessoa com dedicação intensa a algum nicho da computação e que descubra utilidades não previstas nas especificações originais de um processo ou ferramenta;
2. Libertarismo: Filosofia política com axioma fundamental voltado ao Princípio da Não agressão e com certa concepção de direitos de propriedade privada como seu núcleo.
3. Blockchain: Tecnologia que registra transações de moeda virtual de forma que tal registro seja confiável e imutável;
4. Forex: Trata-se de uma operação onde compra-se uma moeda e simultaneamente vende-se outra, ou seja, é uma negociação em pares;
5. Trader: Profissional que ganha dinheiro com operações de curto prazo;
6. Exchange: Plataformas online que facilitam a compra, a venda e a troca de moedas digitais;
7. Gateway: Plataforma intermediária para pagamentos financeiros;

Para mais textos sobre o mercado: https://medium.com/@rolandbruno