São diversas as inovações financeiras que impactam e revolucionam a economia mundial e vamos discorrer hoje sobre as CBDCs, ou moedas digitais emitidas pelos bancos centrais.

A era das moedas digitais começou?

O surgimento de criptomoedas, stable coins e de suas tecnologias de operação e de segurança incentivou o debate por grandes instituições governamentais sobre as necessidades de mudanças e inovações nos sistemas monetários e sistemas de pagamentos.

Assim, começaram a ser discutidas as possibilidades de digitalização de moedas nacionais. Esses projetos de digitalização de moedas nacionais estão sendo conduzido por ao menos 18 bancos centrais que reconheceram publicamente estar estudando ou já em processo de desenvolvimento de CBDC.

O que são as CBDCs ou moedas digitais emitidas por bancos centrais?

Central Banking Digital Currency (CBDCs em inglês) são projetos de bancos centrais de diversos países, dos Estados Unidos à China, para digitalizar suas moedas nacionais.

Uma CBDC nada mais é que uma versão digital de uma moeda nacional emitida por um Banco Central. Dessa forma, a moeda digital mantém as características que fundamentam uma moeda FIAT, que são, segundo a teoria monetária mainstream: meio de pagamento, unidade de medida e reserva de valor.

A ideia das CBDCs não é substituir a moeda física dos países, mas compor a oferta monetária do país em questão.

A proposta é que, com as moedas digitais, cada pessoa tenha acesso a uma conta bancária o tempo inteiro, permitindo realizar transações financeiras entre duas partes em lugares diferentes em segundos, mas sem a necessidade de uma instituição intermediária, como um banco para efetuar a transação.

O que permitiria essa operação seria a tecnologia de blockchain, para garantir segurança e rapidez nas operações.

Qual a diferença entre as CBDCs e as criptomoedas?

Como relatamos pouco antes, o que permite a operação das CBDCs é a tecnologia blockchain, a mesma que garante as transações seguras e rápidas do Bitcoin. Ou seja, já temos aí um ponto em comum: uma tecnologia que registra e verifica transações realizadas por inúmeros usuários.

No entanto, precisamos destacar o ponto principal de divergências entre moedas digitais e criptomoedas: a centralização. O principal objetivo das criptomoedas era de evitar que uma instituição fosse responsável pela gestão e distribuição da moeda, assim democratizando seu uso e sua administração.

As moedas digitais, em contra partida, são idealizadas e operacionalizadas justamente por uma única instituição, os Bancos Centrais dos países. Desta forma, as CBDCs respeitam regras, valores e os limites geográficos estipulados por suas instituições de controle.

Quais os tipos de moedas digitais?

São dois os tipos de CBDCs: a CBDC de atacado, e a CBDC de varejo.

A CBDC de atacado é disponibilizada exclusivamente para bancos comerciais para uso no mercado interbancário. Seu objetivo principal é agilizar e melhorar a qualidade de pagamentos interbancários nacionais e internacionais. Países como Japão, Canadá e Cingapura estudam formas de implementar essa modalidade de moeda digital.

A CBDC de varejo já possui um objetivo social, que visa aumentar a inclusão financeira da população. Sua proposta é criar uma alternativa ao dinheiro físico e substituir ou complementar a moeda FIAT, entrando em espaços desbancarizados e também minimizando a efetuação de atividades ilícitas.

Quais os possíveis impactos do uso de moedas digitais?

Os Bancos Centrais que estão realizando seus estudos sobre moedas digitais pretendem diminuir os custos do sistema monetário padrão e aumentar a eficiência dos sistemas de pagamentos.

Além disso, como destacamos na modalidade de CBDC de varejo, a moeda digital pode ser muito utilizada por cidadãos de baixa renda que ainda dependem muito de dinheiro físico como meio de pagamento.

No entanto, é preciso considerar os possíveis impactos negativos desses projetos nacionais. É possível gerar altos custos caso uma CBDC seja aceita apenas no país que a emitiu, ou seja, as limitações geográficas podem incorrer em custos transacionais maiores dos já existentes.

Além disso, é fundamental a implementação de políticas de combate à lavagem de dinheiro e combate ao terrorismo, considerando que essas moedas digitais necessitam de monitoramento constante.

O próprio Banco Central do Brasil está observando os projetos de desenvolvimento de CBDCs e estuda as possibilidades de uma moeda digital para o Real. Vale ressaltar que, além do Banco Central Chinês, denominado Banco Popular da China, a maior parte dos Bancos Centrais ainda está estudando e avaliando os ônus e bônus de seus projetos de CBDC, então é provável que só conheçamos os potenciais das CBDCs em um médio prazo.

Prazos para implementação e regulação

As importantes conquistas das criptomoedas no cenário financeiro tradicional de fato atraíram os olhares de governos do mundo inteiro, que observaram os potenciais tecnológicos desses ativos.

É provável que ainda estejamos observando o começo das inovações financeiras, e que o contexto atual monetário e financeiro seja profundamente alterado com esses novos projetos e propostas. O ideal é que os beneficiários dessas alterações sejam justamente os cidadãos que possam usufruir de um sistema menos complexo e burocrático e mais dinâmico e eficiente.

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